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quarta-feira, 6 de julho de 2011

10 Ícones do Mal


O poeta grego Hesíodo, que viveu há quase três mil anos, nos contou que o mal chegou até a Terra junto com a primeira mulher. Nos dias de hoje, ele seria acusado de sexista por associar os males do mundo à figura feminina, mas foi graças a Hesíodo que um dos mais interessantes episódios da mitologia grega ficou imortalizado e chegou até nós. A mulher chamava-se Pandora e ela carregava um caixa dada por Zeus, o chefe de todos os deuses do Olimpo, com a recomendação de que não a abrisse.

Claro que Zeus sabia que Pandora não resistiria a sua própria curiosidade e a abriria, pois ela não imaginava que dentro da caixa o deus dos deuses havia armazenado todos os males do mundo. Tratava-se de uma vingança que o chefão das divindades do Olimpo arquitetou contra o titã Prometeu, por ele ter roubado o fogo dos céus e o dado aos homens para que estes dominassem a natureza. Desde que a caixa de Pandora foi aberta, o mal espalhou-se entre nós e parece não querer mais ir embora. Nas próximas páginas conheça quais são dez dos mais famosos símbolos do mal de todos os tempos, no mundo real e no imaginário.

Serpente



Na mitologia grega o mal estava dentro da caixa de Pandora, já na judaico-cristã ele surge pela primeira vez na forma de uma serpente. No Antigo Testamento, no "Livro do Gênesis",  é uma serpente que tenta Eva a comer o fruto proibido junto com Adão, o que provoca a expulsão de ambos do Paraíso. A associação da serpente com o mal remonta aos tempos das primeiras civilizações no Oriente Médio. Povos vizinhos e inimigos das tribos de Israel representavam suas divindades em forma de serpente, assim a Bíblia pode ter refletido essa associação entre inimigos (satã em hebraico significa aquele que arma ciladas, o adversário, o inimigo) e a serpente. Por outro lado, a serpente já era também símbolo de sabedoria em muitas culturas e a metáfora bíblica pode ser uma referência a isso: ao fato da serpente ter possibilitado que Adão e Eva conhecessem o bem e o mal. Mesmo responsável metaforicamente por dar o livre arbítrio aos homens, a serpente permanece como um dos mais poderosos símbolos do mal em muitas culturas.


666




O número 666 ficou conhecido como o número da Besta, desde que as traduções da Bíblia mostraram que São João Evangelista no "Livro da Revelação" cita esse número como uma identificação do anticristo. João Evangelista escreveu esses textos, incorporados ao Novo Testamento, em uma época apocalíptica de perseguição dos cristãos pelo Império Romano. Como ele cita que a Besta - originalmente um animal fabuloso e terrível - apareceria na forma de um homem, muitos entenderam que o número 666 referia-se ao imperador romano Nero, responsável na época pela caçada aos cristãos. Estudos mais recentes mostram que o número mencionado por João Evangelista seria na verdade o 616 e que no processo de tradução teria sido equivocadamente alterado para 666. O mais curioso é que o "Livro da Revelação" é o 66.º da Bíblia e a citação do número da Besta ocorre pela primeira vez no verso 18 (que é a soma de 6+6+6).


Stalinismo


O stalinismo tornou-se sinônimo do mal para muitos por razões ideológicas. Principalmente na disputa para conquistar corações e mentes durante a Guerra Fria. Mas não foi um "mal" que só existiu no campo das ideias. O governo de Joseph Stalin à frente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi concretamente repleto de maldades. Os expurgos que ele promoveu no próprio Partido Comunista, assassinando e exilando rivais, a perseguição aos dissidentes políticos mandados como prisioneiros a campos de trabalho forçados, os Gulags, os processos de coletivização forçada da agricultura e o sistema totalitário de repressão são alguns exemplos da caixinha de maldades que Stalin usou para governar, conforme denunciado pelo seu sucessor Nikita Krushcev, durante o 20.º Congresso do Partido Comunista em 1956. O mal que emergiu do totalitarismo stalinista inspirou George Orwell a escrever dois dos maiores clássicos sobre a tirania da literatura mundial: "1984" e "A Revolução dos Bichos". Mas ironicamente o satlinismo ajudou o mundo a ver-se livre de outro "império do mal".

Nazismo




A ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha nos anos 1920/1930 foi turbinada pela deterioração das condições econômicas e sociais do país após a Primeira Guerra Mundial. Mas foi também o resultado de sua habilidade como líder de massas e do uso do mal como arma política e de propaganda de uma forma nunca antes feita na história. À frente dos nazistas, reunidos no Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Hitler implantou políticas da mais pura crueldade sob a justificativa de preservar a pureza e a superioridade da raça ariana. Entre elas, estavam usar os judeus como bodes expiatórios, praticando um dos maiores genocídios da história e realizar experimentações genéticas atrozes. Além disso, iniciou a 2.ª Guerra Mundial, a mais sanguinária de todos os tempos. O nazismo logo tornou-se uma espécie de religião do mal com fiéis seguidores em várias partes do mundo.

Macarthismo



O mal pode ser exercido de diferentes maneiras. Até mesmo a partir de um comitê do Senado de um país democrático. O macarthismo é uma das maiores provas disso. Nos anos 50, o senador norte-americano Joseph McCarthy aproveitou-se do medo que tomava conta dos americanos em relação ao comunismo, durante a Guerra Fria, para implantar uma das mais maldosas campanhas de perseguição contra cidadãos colocadas em prática por uma democracia liberal. McCarthy começou divulgando uma lista de supostos subversivos que trabalhavam para o governo americano. Depois, a perseguição estendeu-se a cientistas, artistas, militares e intelectuais, numa verdadeira "caça às bruxas". Geralmente sem evidências ou provas de que essas pessoas estavam espionando para governos comunistas ou tramando contra o governo americano, McCarthy as submetia a interrogatórios cruéis no Senado, violando seus direitos civis e provocando um movimento de perseguição histérico que foi chamado de macarthismo.


Chucky


O boneco Chucky é o mal na forma de brinquedo. Sua carreira como um dos maiores ícones da maldade começou no primeiro filme da série "Brinquedo Assassino" ("Child's Play", direção Tom Holland, 1988). Nele, o serial killer Charles Lee Ray é mortalmente ferido durante uma perseguição policial, mas antes de morrer refugia-se numa loja de brinquedos e, num ritual de vodu, transfere sua alma justamente para um simpático boneco da linha "Good Guys". A partir daí, o diabólico boneco torna-se a encarnação do mal e irá infernizar a vida do garotinho Andy Barclay, que teve o azar de ganhá-lo como presente de aniversário. Num mundo cheio de Barbies e Kens, Chucky, o brinquedo assassino, fez tanto sucesso que a imagem do bizarro boneco carregando uma faca ou uma tesoura gigante virou um dos ícones de personagens muito maus.


Sauron



O mal não é algo que existe só nesta Terra. Numa outra, a Terra-média, lugar central das aventuras narradas em "O Senhor dos Anéis", obra escrita por J. R. R. Tolkien e transformada em premiados filmes pelo diretor Peter Jackson, o mal tem endereço e nome: ele fica em Mordor, terra habitada por criaturas cruéis como trolls, orcs e wargs, e chama-se Sauron, o ser supremo do mal. Sauron é o "senhor dos anéis", uma criatura do início dos tempos, um espírito que desceu ao reino em que está a Terra-média, segundo a mitologia criada por Tolkien, para ajudar a criá-la. Com a derrota de seu senhor teve que viver numa espécie de exílio e foi nesse período que desenvolveu sua predileção pelo mal, transformando-se num espírito de ódio e governando na base do terror. Graças a obra de Tolkien e aos filmes de Jackson o famoso olho de Sauron que surge sobre a Montanha da Perdição  é um dos mais recentes e poderosos ícones do mal a assombrar nossa imaginação. 



Darth Vader


Ele não só é um dos maiores vilões da história do cinema como também é um dos maiores símbolos do império do mal. Ele parecia uma criança boazinha, mas a vida lhe pregou peças que o levaram a tornar-se irremediavelmente o vilão dos vilões, na mais popular série cinematográfica de ficção científica. Darth Vader é o ameaçador líder do Império na saga de "Guerra nas Estrelas" ("Star Wars"). Armado com um poderoso sabre de luz, poderes telecinéticos e uma inteligência superior, protegida por um capacete negro de metal, de onde ouvimos sair o som de uma assustadora respiração mecânica, Darth Vader é a personificação do mal, do lado negro da força, que domina o universo. O mais incrível é que essa maldade toda emergiu justamente por conta do fim trágico de uma relação amorosa do jovem Vader. Paradoxalmente, o maior ícone do império do mal, o Lorde Negro dos Sith, é o resultado de várias buscas infrutíferas pelo amor.


Monstro de Fumaça





Ele é uma entidade, ao que tudo indica, muito maléfica que habita uma ilha bem estranha, onde universos paralelos se encontram e viagens no tempo acontecem. Na mitologia da série televisiva "Lost", ele já foi descrito como uma espécie de guardião da ilha e algumas vezes assumiu a forma humana, mas em qualquer uma de suas versões ele está sempre fazendo algo muito mau. Suas primeiras aparições vieram acompanhada de um assustador som de metal, depois descobrimos que ele era capaz de provocar intensas atividades elétricas e um poderoso vento prenuncia sua chegada. O "monstro de fumaça" é um dos maiores mistérios entre os vários que existem em "Lost". Ele parece ser um da mais poderosas e intrigantes manifestações do mal retratadas na ficção neste começo de novo milênio. O pior de tudo é que ele deseja a qualquer custo deixar a ilha e voltar para "casa". Se ele conseguir, a única coisa que nos restará será fazer círculos de cinza ao nosso redor para evitar que o monstro nos pegue.


Satã





Ele é sem dúvida o campeão dos campeões em termos de maldades. Há alguns milênios a figura de um anjo portador da luz caído dos céus, por ter se rebelado contra Deus antes mesmo da criação da Terra, assombra muita gente ao redor do planeta. Desde os tempos bíblicos sabemos que Satanás, ou o Diabo, é a essência da maldade. Satã, o rei dos reis do mal, construiu seu próprio reino, chamado de Inferno, de onde faz o mal pairar sobre a humanidade. Há muitas versões entre os teólogos por que Deus, o todo poderoso, teria permitido que Satã sobrevivesse. Alguns acreditam que isso faz parte dos planos divinos para que o mal fique nos tentando e atormentando. A crença de que esse mal diabólico está entre nós resultou em alguns dos episódios mais tenebrosos da história, como a caça às bruxas em Salém e a Santa Inquisição. Momentos que devem ter feito o maior ícone do mal ficar bem satisfeito com os humanos. 



Materia copiada e colada descaradamente do site: Howstuffworks Brasil

Tipos de pena Morte usados Atualmente

Vasculhando algumas revistas antigas, encontrei no meio delas uma edição da Superinteressante de 2006. Sempre gostei muito dessa revista e possuo algumas comigo. Folheando a mesma, encontrei uma matéria com o título: Que tipos de pena de morte são usados atualmente? Essa matéria explica com detalhes quais são as formas de execução utilizadas pelo mundo, onde são aplicadas, como o ser humano morre e qual o grau de sofrimento. A matéria é um pouco longa, mas vale a pena conferir cada trecho. 



Na manhã do dia 30 de dezembro de 2006, os carrascos do quartel militar de Jadimiya, bairro xiita de Bagdá, se preparavam para mais uma execução. A vitima, no entanto, não era um prisioneiro comum. Julgado pelo Tribunal Superior Penal do Iraque, o ex-presidente Sad­dam Hussein foi condenado por crime de guerra pelo massacre de 148 cidadãos de seu país em 1982. Morreu enforcado às 6 horas da manhã daquele sábado, destino igual ao de muitos de seus opositores nos 24 anos em que comandou o Iraque.
Usada por muitos governos e impérios para coibir crimes considerados hediondos – ou nem tanto -, a execução ordenada pelo Estado ainda é praticada em muitas nações, como Iraque e EUA. A condenação varia de acordo com as leis de cada país e inclui, em alguns casos, até menores de idade. O apedrejamento, prática comum, sobretudo em Estados do Oriente Médio, ainda é considerado legal no Irã e na Arábia Saudita, por exemplo. Conheça abaixo os principais métodos de execução usados atualmente e os países que mais matam cidadãos no mundo.


Apedrejamento




Como mata - A vítima é envolvida dos pés à cabeça em um tecido branco e colocada numa vala. Como em geral é aplicada em crimes de honra praticados por mulheres de países muçulmanos, os carrascos são homens – membros da família e da comunidade local. Eles fazem um círculo em volta da vítima e pegam as pedras, que não devem ser muito grandes (para evitar desmaios rápidos). Todo o ritual é conduzido para assegurar uma morte lenta e dolorosa. Quem começa o ritual é o juiz da sentença, seguido pelos jurados e pelo público.
Como morre - As pedradas geram um monte de traumas por todo o corpo do condenado, mas a morte se dá geralmente pelas pedradas na cabeça – que provocam fortes hemorragias intracranianas. Entre a primeira pedra atirada e a morte da vítima, costuma transcorrer mais de uma hora.
Grau de sofrimento - Máximo.
Onde é aplicada - Irã, Nigéria, Paquistão e Arábia Saudita, entre outros países.

Fuzilamento



Como mata - Um pelotão de fuzilamento fica disposto a cerca de 6 metros de distância da vítima e dispara simultaneamente tiros de armas de fogo contra ela, que é vendada e tem seus pés e mãos amarrados. A posição de morte pode ser sentado ou em pé. Nenhum membro do grupo armado pode deixar de atirar. É muito aplicada em execuções de crimes de guerra – até países que não aplicam a pena de morte em outras circunstâncias, como o Brasil, prevêem o fuzilamento militar.
Como morre - Pelo fato de os tiros partirem de diversas direções e alturas, a vítima sofre lesões em vários órgãos do corpo ao mesmo tempo. A morte se dá por hemorragia ou por lesão direta pelo projétil no sistema nervoso central, no caso de uma bala atingir a cabeça de imediato. O condenado leva cerca de dois minutos para morrer.
Grau de sofrimento - Médio.
Onde é aplicada - EUA, China, Somália, Taiwan, Uzbequistão, Guatemala e Vietnã, entre outros países.


Cadeira elétrica




Como mata - O condenado tem o corpo todo depilado (para evitar pêlos em chamas). Ele é preso com cintas na cadeira. Eletrodos com esponjas embebidas em solução salina são ligados às pernas e à cabeça – para fechar o circuito – e um capacete de metal é colocado no crânio para conduzir corrente elétrica. O prisioneiro é então vendado. Pelo menos dois choques de 500 a 2 mil volts são aplicados durante cerca de 30 segundos. Se o condenado sobrevive, o processo é repetido quantas vezes for necessário.
Como morre - A descarga interrompe funções vitais, como o controle dos batimentos cardíacos e do ritmo respiratório – e também deixa o condenado inconsciente. No momento do choque, todos os músculos do corpo da vítima se contraem e ocorre arritmia e parada cardíaca.
Grau de sofrimento - Variável. Se a morte ocorrer no primeiro choque, o sofrimento é médio. Se for preciso mais de uma descarga elétrica, o condenado sofre muito.
Onde é aplicada - Nos EUA.



Forca






Como mata - Primeiro, é feito um ensaio com um saco de areia do mesmo peso do condenado para saber que comprimento da corda causará uma morte rápida. Se ela for longa demais, poderá arrancar a cabeça. Muito curta, pode causar asfixia, o que prolonga a agonia por até 20 minutos. A corda é fervida e torcida para que não enrole ou fique torta. O nó é lubrificado com sabão para garantir o deslizamento. Um alçapão é aberto sob o prisioneiro, que cai e fica pendurado pela corda no pescoço.
Como morre - Há dois tipos de morte por enforcamento. Quando a corda que prende o condenado é longa, ocorre fratura das vértebras cervicais e lesão da medula espinhal. Nesse caso, a morte se dá em menos de um minuto. Na morte por asfixia, demorada, há convulsões – e o prisioneiro urina e defeca.
Grau de sofrimento - Baixo (em condições normais) a alto (em caso de corda muito curta).EUA (apesar de ainda ser prevista em lei, não é usada desde 1996), China, Guatemala e Iraque, entre outros países.
Onde é aplicada - EUA (apesar de ainda ser prevista em lei, não é usada desde 1996), China, Guatemala e Iraque, entre outros países.



Injeção letal






Como mata - A primeira etapa da execução é amarrar o condenado a uma maca. Depois, um membro do comitê de execução põe sensores de batimento cardíaco em seu corpo. Duas sondas são inseridas em veias dos braços. Uma injeta soro fisiológico, que depois será substituído por veneno. A outra só é acionada em caso de falha no sistema principal. Quando a execução é autorizada, a sonda injeta um sedativo. O condenado dorme, recebe curare e, por fim, cloreto de potássio.
Como morre - Quando recebe o curare, o corpo da vítima sofre paralisia em todo o sistema muscular, incluindo o diafragma, músculo responsável pela respiração. Após a injeção do cloreto de potássio, há a parada cardíaca e a morte. O tempo médio para o falecimento varia de 5 a 7 minutos, embora o procedimento todo dure uns 45 minutos.
Grau de sofrimento - Mínimo.
Onde é aplicada - EUA - 37 dos 38 estados que têm pena de morte usam esse tipo de execução –, China e Guatemala, entre outros países.


Decapitacão




Como mata - Nos países em que ainda é praticado, o método utiliza a espada para matar. O condenado é geralmente vendado e pode ficar sentado ou deitado. Quando apenas um golpe de espada é suficiente para decapitar a vítima, ela perde a consciência em segundos. No entanto, devido ao fato de os músculos e as vértebras do pescoço serem rijos, a decapitação pode exigir mais espadadas.
Como morre - A morte ocorre porque a medula espinhal, que abriga células que transmitem impulsos vitais do cérebro para os órgãos, é cortada. Assim, batimentos cardíacos e respiração cessam instantaneamente, e a consciência dura menos de 3 segundos.
Grau de sofrimento - Mínimo, se o carrasco mandar bem e cortar a cabeça num só golpe. Cada espadada extra aumenta o sofrimento.
Onde é aplicada - Arábia Saudita, China, Guatemala e Iraque.


AS CAPITAIS DA PENA CAPITAL
( Os 5 países que mais executaram em 2005)
China
Pelo menos 1 770 execuções por injeção letal ou fuzilamento. Lá, 68 tipos de crimes são passíveis de morte – até mesmo delitos não violentos, como fraude fiscal, desvio de verbas e tráfico ou consumo de drogas.
Irã
Ao menos 94 execuções por apedrejamento ou forca. As punições podem ser por crimes violentos, como assassinato, ou por não violentos, como adultério ou corrupção.
Arábia Saudita
As execuções foram pelo menos 86 – por decapitação, na maioria. Os crimes incluem assassinato, tráfico de drogas, roubo à mão armada, estupro, sodomia e negação da religião.
EUA
Os americanos executaram 60 pessoas – 59 por injeção letal e uma na cadeira elétrica. Os tipos de crime variam de estado para estado, mas os mais comuns são assassinato, conspiração para assassinato, pedofilia e estupro.
Paquistão
Houve 31 execuções – a maioria por forca. Os tipos de crime são: assassinato, estupro, motim e sodomia, entre outros.


(Fonte: Matéria adaptada a partir do texto de Giovana Sanchez, Superinteressante/2006.)


A arte do desbravamento

Robert- François Damiens


Robert- François Damiens (9 de janeiro de 1715 - 28 março de 1757) foi um camponês francês acusado de atentar contra a vida do rei Luís XV em 1757, o que culminou numa notória e controversa execução pública. Damiens foi a última pessoa a ser executada na França de acordo com métodos que incluíam tortura e esquartejamento.
Em 5 de janeiro de 1757, enquanto o rei entrava em sua carruagem, Damiens o atacou com uma faca, causando apenas uma ferida superficial. Damiens não tentou fugir, sendo logo apreendido. Ele foi, então, torturado e forçado a dizer quem eram seus cúmplices no atentado e quem o havia mandado. O interrogatório não teve sucesso. Ele foi condenado por Parricídio (um atentado contra o pai -Luís XV se considerava o pai de todos os franceses) e setenciado a tortura e esquartejamento por cavalos na Praça de Grève. (Wikipédia)
'Robert le Diable' (Ele ganhou o apelido de 'Roberto, o Diabo')


A Gazeta de Amsterdã do dia 1 de abril de 1757 narra a execução do condenado Robert - François Damiens, em grandes detalhes. O local de execução seria a porta da frente da Igreja de Paris, onde seria conduzido “em um carro, desnudo, apenas de camisa, segurando uma vela acesa pesando duas libras, desde ali até a Praça de Grève”. Lá chegando, o colocaram sobre um "platíbulo", uma espécie de plataforma de madeira, para começar a sua morte lenta.

Primeiro, com tenazes (alicates) esquentadas no fogo alto, arrancaram seus mamilos e continuaram arrancando pedaços de carne. Retiraram grandes pedaços nos braços, coxas e pernas, ou seja, em áreas onde havia mais gordura. Sua mão direita, aquela que segurou a faca utilizada no regicídio, foi colocada sob um fogo que ardia em enxofre, e nos lugares onde foram removidos os pedaços de carne eles derramaram uma mistura de chumbo derretido, óleo fervente, cera de breu fervente e enxofre fundidos. Em seguida, seu corpo seria esquartejado por quatro cavalos. Seus membros e o resto do corpo seriam consumidos pelo fogo, reduzidos a cinzas, e estas, jogadas ao vento.


Rei Luís XV 

Esta foi a sua sentença de morte, porém, como relatou o Diário de Amsterdã, esta operação revelou-se muito demorada, pois os cavalos amarrados a seus braços e pernas, com o objetivo de desmembramento, não teriam força suficiente para tal, pois se tratavam de cavalos que possuíam apenas o hábito de puxar carroças. Então, ao invés de quatro cavalos, foram amarrados seis (os outros dois cavalos foram amarrados, um na cabeça e outro na cintura do condenado). Infelizmente, mesmo os seis cavalos não foram suficientes. Não houve alternativa senão cortar os nervos e as articulações das pernas e braços, para facilitar o trabalho dos cavalos.



As testemunhas da execução afirmaram que o réu em nenhum momento pronunciou um palavrão, mas as dores excessivas faziam-no dar gritos horríveis, entre os quais asseguraram que ele dizia: “Meu Deus, tem misericórdia de mim! Jesus, me socorre!" Os espectadores ficaram emocionados e pediram para que o padre da paróquia de Saint-Paul, apesar da idade avançada, amparasse o condenado no momento da morte.




Mas a utilização de cavalos fracos não foi apenas a única idiotice cometida nesta execução. Segundo as palavras de uma testemunha presencial: “O fogo era tão medíocre que apenas chamuscou a palma da sua mão. Um dos carrascos, trouxe as tenazes (alicates) de aço feitos especialmente para a ocasião, com cerca de um pé e meio de comprimento (um pé equivale a 30,48 centímetros)". 


"Ele foi encarregado de arrancar com os alicates a panturrilha direita, partes da coxa, músculo do braço direito e o que sobrou dos seios. O executor, embora forte e robusto, teve muito trabalho para retirar os pedaços de carne que agarrava com seus alicates enormes. Ele retorcia a ferramenta na carne, umas duas ou três vezes para conseguir arrancar. De modo que cada parcela rasgada, deixava uma ferida do tamanho de um escudo de seis libras”.



“Após o uso das pinças, Damiens, que gritava muito, apesar de não liberar nenhum palavrão ou juramento, baixou sua cabeça e olhou seu corpo ferido. O mesmo carrasco que utilizou as pinças pegou uma panela e preencheu abundantemente, com a mistura fervente, cada ferida do condenado. Eles então amarraram as cordas que seriam amarradas nos cavalos, ao que restou de seus braços, pernas e coxas. Naquela época, o secretário, o Sr. Le Breton, se aproximou para perguntar se ele tinha algo a dizer. Damiens disse que não. Ele apenas repetia em seu tormento: Desculpe, meu Deus! Apesar de todos os seus sofrimentos, muitas vezes levantou a cabeça e olhou corajosamente  para o céu como se buscasse algo".




Aproximaram-se dele os confessores que falaram rapidamente: "Beija de bom grado este crucifixo que te apresentam e volte a pedir perdão".  Os carrascos começaram a puxar os cavalos, um homem para cada cavalo, puxando cada membro. Após um quarto de hora, eles não haviam conseguido nada mais do que desconjuntar os membros. Tentaram novamente mudando o sentido de cada cavalo. Nada adiantou.




O carrasco Samson, aquele que usou o alicate, depois de três tentativas terminou com seu cavalo deitado no chão, exausto. Aproximando-se com uma faca, ele cortou as articulações das pernas e do tronco. Os cavalos voltam a puxar e conseguem arrancar as pernas, a direita primeiro, a esquerda depois. Os carrascos fizeram o mesmo com os braços, sendo estes arrancados no mesmo sentido das pernas. Primeiro o direito, depois o esquerdo.



Finalmente as quatro partes foram retiradas. Os confessores se aproximaram para falar com condenado, mas os carrascos falaram que ele já estava morto. Porém, na verdade ele ainda estava vivo e mexeu o maxilar como se quisesse pronunciar algo. Um dos carrascos disse depois que ao se aproximar para pegar o tronco, o homem ainda estava vivo e falou algumas palavras. Colocaram os quatro membros na fogueira destinada para tal fim e depois o tronco (ainda vivo), colocando em cima dele mais lenha para reduzi-lo a cinzas. 




O fogo continuava ardendo até às dez e meia da noite, e os soldados destinados a  acompanharem a fogueira até enquanto houvessem vestígios dela, permaneceram ali até as onze horas.

Um fato curioso é que no dia seguinte, um cão estava dormindo no local onde o corpo foi incendiado e voltou para dormir lá todos os dias. Todo mundo falava que o animal havia escolhido este lugar como o local mais quente do mundo.




Ainda dizem que só agora o mundo ficou violento...

11 maneiras Bizarras de Morrer

O escritor Tennessee Williams, que morreu engasgado com uma tampa de garrafa
Com todo o respeito aos sábios e defensores das bolas de cristal em torno do mundo, você nunca saberá como e quando vai morrer. Há muitas maneiras de morrer, e algumas certamente são mais bizarras que outras. Mesmo causas naturais, como ataque cardíaco, podem ocorrer em circunstâncias muito estranhas. Embora no atestado de óbito se possa ler claramente "morreu enquanto dormia", as letras miúdas completam "depois que um satélite caiu pelo telhado". 
Ao longo da história, houve algumas mortes bem incomuns (e há até um prêmio criado especialmente para elas, o Darwin Awards). Átila, o huno, morreu de uma hemorragia nasal. Isadora Duncan, dançarina americana popular nos anos 1920, morreu estrangulada quando seu cachecol foi pego no eixo do carro em que ela estava passeando. Stanford White, arquiteto do Madison Square Garden, de Nova York, foi morto por um tiro no telhado do prédio que ele projetou. E o escritor Tennessee Williams morreu engasgado com uma tampa de garrafa.


11. Morte por bueiro


 Essa morte bizarra e triste é um bom exemplo de má sorte trágica. Em 2008, um canadense morreu depois de tentar recuperar sua carteira roubada de uma boca de lobo. A carteira e alguns pertences foram roubados depois que o homem de 57 anos os deixara em um posto de gasolina. Ele chamou a polícia antes de encontrar a carteira jogada num bueiro próximo. O homem tentou sem sucesso alcançá-la pouco antes da polícia chegar, e esta o aconselhou a não tentar novamente. Mas o homem voltou depois, removeu a grade do bueiro e fez uma nova tentativa. Quando o policial que estava investigando o crime percebeu que o caminhão do homem tinha voltado, ele foi checar o bueiro e descobriu o homem preso pela cabeça vários metros abaixo da rua. A vítima ainda estava viva e assim ficou até que os bombeiros a tiraram de lá. Infelizmente, ele morreu no hospital logo.

10. Morte por desodorante


Em 1998, um garoto de 16 anos morreu na Inglaterra de ataque cardíaco depois de ser exposto a muito gás de desodorante. Na época da morte, a BBC afirmou que, desde 1971, mais de 130 pessoas haviam morrido depois de inalarem propositalmente gás de desodorante aerossol, mas a morte do garoto foi apenas um caso acidental [fonte: BBC]. Parece que ele era obcecado por higiene pessoal e cheiro de frescor, por isso ele vaporizava seu corpo todo com desodorante ao menos duas vezes por dia.
O garoto exagerava tanto, que às vezes sua família podia sentir o cheiro no andar de baixo da casa. Apesar disso, eles nunca pensaram que o garoto estivesse em perigo. A autópsia revelou que ele tinha 10 vezes a quantidade letal de butano e propano em sua corrente sanguínea. Acontece que o garoto usou o desodorante em um espaço relativamente confinado, embora as embalagens recomendassem o uso em áreas bem ventiladas.

Deve-se observar que em estudos realizados pela Associação Britânica de Fabricantes de Aerossóis e pela unidade de toxicologia do Hospital de George, em Londres, os pesquisadores não conseguiram reproduzir as condições que levariam a efeitos danosos ou fatais da excessiva vaporização de produtos aerossóis em espaços confinados.

9. Morte por barba


Em novembro de 2008, um professor canadense chamado  Sarwan Singh entrou para o livro Guinness por ter a barba mais longa que qualquer homem vivo. Ela pendia por impressionantes 2,36 m a partir do queixo. Mas o recorde de todos os tempos para a barba mais longa vai para o norueguês que deixou a barba crescer até 5,3 m. Seu nome era Hans Langseth, e ele morreu em 1927. Sua barba foi exibida no Instituto Smithsoniano.
Nenhum desses homens teve muito problema com suas barbas. O mesmo não pode ser dito de um austríaco do século 16. A barba de Hans Steininger tinha só 1,4 m, mas foi suficiente para levá-lo à morte. Hans costumava manter sua barba enrolada em uma bolsa de couro, mas esqueceu-se de fazê-lo em um dia de 1567. Um incêndio estourou em sua cidade naquele dia e ele ficou enrolado na barba enquanto tentava escapar. Há relatos conflitantes sobre se Steininger quebrou o pescoço ou se morreu no incêndio, mas as duas mortes são bizarras.

8. Morte por ovelha faminta

Ovelhas parecem inofensivas, não é? Mas elas podem sentir fome, muita fome
Ovelhas são criaturas bastante dóceis. Se você visitar uma fazenda de ovelhas, provavelmente vai encontrar criaturas lanosas em movimento errante ruminando grama. Infelizmente, em 1999, uma mulher na Inglaterra descobriu que as ovelhas podem ter um lado agressivo, assim como muita fome.

Betty Stobbs era mulher de um fazendeiro e tinha 67 anos na época do trágico encontro. Ela estava levando um delicioso jantar de feno para  o rebanho de ovelhas da família usando um veículo de quatro rodas com um pequeno trailler acoplado. As ovelhas estavam em um campo com vista panorâmica da presa. Quando Stobbs chegou com o jantar, o rebanho agrediu-a e pulou para dentro do veículo, jogando-a da cabine. A triste ironia dessa tragédia é que ela não morreu da queda em si. Ela poderia até ter sobrevivido, mas as ovelhas tombaram o veículo, esmagando Stobbs.



7. Morte por sutiã


Modelos de sutiãs como este costumam ter reforço metálico no bojo. Melhor evitá-lo em dia de tempestade
Esta aqui não foi exatamente causada por um sutiã, mas a roupa de baixo feminina certamente não ajudou a situação para duas senhoras em Londres, em 1999. Essas duas amigas estavam andando no Hyde Park um dia quando caiu uma tempestade daquelas. O par tentou se abrigar sob uma árvore enorme quando um relâmpago massivo atingiu as duas. Aparentemente, os fios de metal do bojo dos sutiãs que as duas usavam atuaram como condutores, embora a polícia acredite que elas teriam morrido mesmo se não estivessem usando aquela lingerie. Infelizmente, as mulheres morreram instantaneamente, e seus corpos ficaram lá por 15 horas antes que alguém se aproximasse deles. A causa oficial da morte, listada pelo investigador Paul Knapman, foi "falta de sorte".

6. Morte por videogame


 Sessões muito longas de videogame podem levar à exaustão e, em alguns casos, à morte
 Um representante da empresa de pesquisa de mercado The NPD Group fez um anúncio assustador no 2009 Dice Summit, encontro da indústria de videogames que acontece em Las Vegas. Executivos da indústria de games sabiam que seus produtos estavam em franco crescimento, mas a revelação de que 6 milhões de novos potenciais consumidores começaram a jogar videogame em 2008 surgiu como uma surpresa bem-vinda. A conferência também revelou que o jogo online, quando jogadores jogam uns contra os outros via Internet, havia crescido 2% em 2008 [fonte: dicesummit.org].
Toda essa atividade no campo dos jogos levou a preocupações com o vício em videogame. Essas preocupações foram validadas em 2005 quando um jovem sul coreano morreu depois de uma longa jornada jogando a versão online de Starcraft. O jogo é bastante popular na Coreia do Sul, e jogadores populares são reverenciados. O homem de 28 anos desse trágico caso tinha jogado o game por cerca de 50 horas seguidas em um cybercafé em Taegu, fazendo apenas paradas curtas para um cochilo e para ir ao banheiro. Ele foi levado às pressas para o hospital depois de sofrer um colapso, mas morreu logo em seguida. A polícia acredita que a causa da morte tenha sido parada cardíaca provocada por exaustão severa.

5. Morte por melaço

Imagine uma onda gigantesca de melaço engolindo você. Morte doce, mas nada agradável
 Essa não foi apenas uma, mas 21 mortes - todas provocadas pela mesma causa bizarra. Em um dia quente de janeiro de 1919, em Boston, um enorme tanque contendo cerca de 9,5 milhões de litros de melaço explodiu no bairro North End. O tanque tinha 15,2 m de altura e 27,4 m de diâmetro e estava situado na zona portuária, em uma área habitada por imigrantes italianos. Ninguém sabe ao certo o que causou a explosão que lançou estilhaços a até 61 metros no ar.
Algumas das mortes foram atribuídas à força do deslocamento de ar provocado pela explosão em si, e é impossível dizer agora quantos exatamente pereceram em consequência disso. Mas nós sabemos que a explosão gerou uma parede de melaço de 7,6 m de altura que fluiu para o bairro a uma velocidade estimada de 56,3 km/h. A onda pegajosa derrubou pessoas e engoliu-as, levando-as a afogarem-se no líquido marrom grudento.

Levou meses para limpar a bagunça. Moradores do azarado bairro afirmam que ainda hoje é possível sentir o cheiro do melaço nos dias quentes de verão.

4. Morte pelo sinal de Hollywood

Hollywood, onde muitos saltam para a fama - ou para a morte
 Hollywood deixou mais do que uns poucos sonhos de fama e fortuna destruídos ao longo dos anos. A mais famosa dessas histórias tristes é provavelmente a da jovem atriz Peg Entwistle, de Wales. Enwistle tinha conseguido algum sucesso nos palcos, até ganhando papéis na Broadway, em Nova York, mas assim como muitos outros, ela foi atraída pelas luzes brilhantes de Hollywood, no centro de Los Angeles.
Uma vez na Califórnia, ela encontrou um pouco de sucesso quando atuou no filme "Thirteen Women", mas a fama desejada ainda a evitava. Os testes de projeção do filme foram ruins, e muito do trabalho dela foi cortado do produto final. Em 16 de setembro de 1932, ele subiu até o famoso sinal de Hollywood para seu ato final. Na época, o sinal ainda era "Hollywoodland", e era meramente uma anúncio publicitário de um condomínio em construção. Entwistle deixou seus pertences, incluindo uma nota suicida, na base do sinal, escalou-o e saltou do topo da letra "H".

Seu corpo ficou lá por dois dias antes de ser localizado por seu tio, que morava nos morros perto do sinal. Sua nota suicida dizia simplesmente: "Estou com medo, sou uma covarde. Desculpe qualquer coisa. Se eu tivesse feito isso muito tempo atrás, teria poupado muito sofrimento. P.E.".Numa dessas viradas irônicas do destino, uma carta chegou a Entwistle no dia seguinte à sua morte oferecendo a ela um papel em um filme sobre uma mulher à beira do suicídio

3. Morte por pilha de lixo


Amontoar lixo pode ser um sério problema para certas pessoas - que o digam os irmãos Collyer
Dizem que o lixo de uma pessoa é o tesouro de outra, mas isso pode ficar fora de mão se você se tornar um colecionador de objetos inúteis e não jogar nada no lixo. A maioria das pessoas tem um pouquinho dessa tendência dentro de si, mas não a ponto de matá-las. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre os irmãos Collyer, de Nova York.
Langley e Homer Collyer mudaram-se para o Harlem, bairro de Nova York, em 1909, quando ainda estavam com 20 e poucos anos. Filhos de uma família de classe privilegiada, os irmãos se tornaram gradativamente fechados ao longo dos anos e começaram a acumular itens. Quanto eles acumularam? Estima-se que foram 180 toneladas (ou 163 toneladas cúbicas) de lixo no apartamento em que moravam. Candelabros quebrados, carrinhos de bebê estragados, pianos esmagados, relógios rachados e mobília mofada estavam amontoadas em cada canto de sua casa. Homer ficou cego nos anos 1930 e de cama em 1940 por causa do reumatismo. Seu irmão mais novo cuidava de cada necessidade sua e até guardou centenas de milhares de jornais na esperança de que Homer recobrasse a visão algum dia.

Estranhamente, a casa também tinha armadilhas ocultas para evitar invasores. Aconteceu disso ser a ruína de Langley quando ele tropeçou em uma dessas armadilhas e ficou soterrado por uma avalanche de lixo. Incapaz de ajudar, Homer acabou morrendo lentamente de fome enquanto seu irmão jazia sob a pilha de refugos. A polícia procurou em Manhattan por semanas antes de perceber que Langley estava enterrado em sua própria casa.

2. Morte por fenômeno inexplicado

Seriam alienígenas os responsáveis pela morte de 9 trilheiros russos?

O que aconteceu exatamente para causar as mortes de nove trilheiros nos Montes Urais, na Rússia, em 2 de fevereiro de 1959, prmanece um dos mais notórios mistérios sem solução do país. Em 28 de janeiro, dez estudantes do Instituto Politécnico Ural saíram para fazer uma trilha de inverno. Um dos membros do grupo ficou doente e foi deixado em um acampamento na montanha para se recuperar.
Os outros nove nunca saíram da floresta, e o que os investigadores encontraram foi assustador e confuso. Sua tenda abandonada foi encontrada rasgada de dentro para fora, metade enterrada na neve, com os sapatos e os pertences dos estudantes ainda dentro. Os primeiros dois corpos foram encontrados no limite da floresta, descalços e vestidos com roupa de baixo. Outros três corpos foram encontrados próximo em condições similares. Dois meses depois, os últimos quatro corpos foram descobertos enterrados na neve a cerca de 75 m das primeiras vítimas.

Esses quatro estudantes tinha ferimentos internos massivos, costelas quebradas e crânios esmagados. Um deles tinha tido a língua arrancada. Uma coisa que deixou os investigadores perplexos foi o fato de que não havia sinais de luta nem ferimentos externos. As quatro últimas vítimas estavam usando algumas das roupas dos outros, que descobriu-se depois tinham altos níveis de radiação.

As teorias foram abandonadas com o tempo - avalanche, interação com alienígenas e testes militares, para nomear algumas. Os arquivos do caso estavam lacrados até 1990, quando ficou-se sabendo que esferas laranjas brilhantes foram vistas no céu naquela noite por outros praticantes de trilha. Isso e a radiação nas roupas levaram a maioria das pessoas a acreditar que aconteciam alguma manobras militares secretas no local - embora o governo russo nunca tenha admitido.

1. Morte por descuido


O padre Adelir de Carli merece o prêmio de morte mais bizarra de todos os tempos

Em 1982, o caminhoneiro americano Larry Walters, de Los Angeles, se aventurou nos céus de Los Angeles sentado em uma cadeira de praia de alumínio presa a 45 balões  de gás hélio. Walters, que tencionava voar por algumas horas a apenas 9 m do chão, chegou a 5.000 m de altitude e ficou "preso" à sua cadeira no ar por 14 horas. Felizmente, os balões foram perdendo altitude e Walters foi resgatado com vida.
O padre católico Adelir Antônio de Carli, do Brasil, não teve tanta sorte. Decidido a estabelecer um recorde mundial para voo em balão de gás hélio com o objetivo de promover seu plano de construir uma parada de descanso espiritual para caminhoneiros, o padre pegou uma cadeira plástica leve, amarrou-a a balões de festa e partiu para a sua aventura.

Preocupado com segurança, em vez de amarrar na cadeira sanduíches e cerveja como fizera Walters, de Carli levou consigo um telefone por satélite e um receptor GPS. Contudo, cometeu um erro que se descobriria ser fatal: não aprendeu a usar o GPS antes do fatídico voo que saiu de Paranaguá, no Paraná, com destino a Dourados, no Mato Grosso do Sul.

O tempo mudou, os ventos mudaram, e o padre pendurado nos balões de festa foi soprado em direção ao alto-mar. Enquanto ainda voava sobre a terra, de Carli poderia ter aberto o paraquedas, mas preferiu não fazê-lo. Perdido no mar, ele resolveu telefonar por ajuda, mas o resgate não sabia onde ele estava. De Carli ficou brigando com o GPS e a bateria do telefone acabou, sem que ele ou o resgate soubesse da sua localização. Pedaços de balões foram encontrados em montanhas e praias de Santa Catarina. Em 3 de julho, um pedaço de seu corpo foi encontrado boiando a 100 km da costa de Maricá, no Rio de Janeiro.


Fonte: Matéria copiada e colada descaradamente do site "HowStuffWorks Brasil".

O mistério do Lago Bodom


O Lago Bodom (Järvi Bodom em Finlandês)  é um lago da Finlândia, próximo a cidade de Espoo. O lago tem aproximadamente três quilômetros de comprimento e um quilômetro de largura.
O lago ficou conhecido pelos assassinatos ocorridos na noite de quatro de Junho de 1960, quando 4 adolescentes foram acampar no belo lago bodom, sendo 2 garotas de 15 anos : Maili Irmeli Björklund e Anja Tuulikki Mäki, e 2 garotos de 18 anos: Seppo Antero Boisman e Nils Wilhelm Gustafsson.

Era um dia comum, ensolarado como os  outros dias, quando os jovens chegaram no acampamento escolhido, que havia sido visitado previamente pelos garotos. Naquela época a região era calma, e quase inabitada.. Para passar a noite no lago, as garotas tiveram que argumentar com seus pais, porque anteriormente houvera um caso de assassinato, do outro lado da Finlândia (mas o assassino já havia sido capturado).

Depois de montar seu acampamento, os 4 jovens foram comprar chicletes e limonada, em um quiosque, próximo ao acampamento. Eles voltaram para o acampamento às 19:30, quando os últimos pescadores e aprendizes foram embora; eles foram os últimos a ver o quarteto vivo.
Assim que anoiteceu, os 4 jovens adormeceram. Entre 3 e 6 horas da madrugada, alguem atacou brutalmente os 4 jovens, pulando sobre suas cabana e os apunhalando através dela. Os principais ataques, foram na cabeça, pescoço e tronco. Uma das garotas foi atingida 11 vezes no pescoço. Nils tentou rastejar para fora da cabana, mas foi atingido por uma pedra. O assassino levou várias coisas dos garotos: carteiras, roupas de banho, documentos, identidade, etc; mas, certamente, nada que justificasse a pena e o risco.

 No dia seguinte, Erkki Johansson, pai de dois filhos, foi nadar numa praia próxima, com seus dois garotos. Acidentalmente, ele notou a cabana destruída e Nils, ensangüentado, ali perto. Desesperado, chamou a polícia. Quando os policiais e os médicos chegaram, Maili, Anja e Seppo foram declarados mortos, mas Nils ainda mexia os braços, apesar dos machucados causados pela arma do assassino e pela pedra com que fora antingido. Ele tinha 10 ferimentos graves, causados pela arma usada, e sua mandíbula estava fraturada. 

O motivo do crime era um mistério absoluto, e não havia pista alguma - a não ser uma fronha de travesseiro de 80cm x 40cm, onde provavelmente estava a arma do crime. Nils, todo machucado, foi levado a um hospital, e a polícia aguardava ansiosamente que ele acordasse, afinal, ele poderia ter alguma informação sobre o assassino. Mas foi uma grande decepção, pois a primeira coisa que ele disse ao acordar foi: "Como foi que eu fui parar num acidente de carro?!". Nils não se lembrava de nada sobre o assassinato. Mas um mês após do ocorrido ele foi hipnotizado, podendo, assim, dar alguns detalhes sobre o assassino, como o fato dos olhos do assassino brilharem. 

Nils foi o único sobrevivente do brutal e incompreensível ato de violência. Toda a Finlândia ficou horrorizada com o assassinato triplo e a história se tornou capa de jornais ao redor do mundo todo. A maior caçada da história dos crimes da Finlândia havia começado!

Conseguiram encontrar algumas outras testemunhas (que também foram hipnotizadas para dar mais detalhes), como Olavi Virtanen, que viu alguém indo embora do lago às 6 horas da manhã. Foram feitos retratos falados a partir da descrição destas testemunhas mas, infelizmente, estes não ajudaram em nada. A polícia estava sofrendo grande pressão por parte do público, insatisfeito com o resultado das investigações, entretanto ela apenas conseguiu centenas de pistas, mas que não levavam a resultado conclusivo algum.

Um dos maiores suspeitos era o dono do quiosque que vendeu as coisas para os 4 jovens , na mesma noite do assassinato, mas não existiam provas reais contra ele. Uma noite, ele estava bêbado em um bar e disse: "FUI EU!". Seus amigos não entenderam, mas no dia seguinte ele se afogou no lago. Existiam também alguns rumores de que ele havia proibido os garotos de acampar naquela área do lago, mas os jovens não se preocuparam com isso e acamparam lá, ignorando suas ameaças. Porém, mais tarde, a polícia chegou à conclusão de que não poderia ter sido ele.

Várias pessoas (testemunhas) viram algo, que podia ser o assassino. Alguns pescadores e um ciclista viram um homem de costas, mas nada além disto e acabaram se tornaram suspeitos também. Até Nils se tornou suspeito, mas ele tinha tantos ferimentos que não teria conseguido golpear a si próprio, continuamente, por tanto tempo. 

Último acontecimento


Em 2003, o mistério retomou a atenção da mídia finlandesa, porque um dos maiores suspeitos, o alemão Hans Assman, morreu. Isso encorajou um famoso professor finlandês, chamado Jorma Palo, a lançar um livro chamado Bodomin Arvoitus, que significa “O Mistério de Bodom”.

Em junho de 1960, Palo estava trabalhando como médico de apoio num hospital próximo ao lago. Entre 12-32 horas após o assassinato, o já citado Hans Assman foi ao hospital usando roupas ensangüentadas, e num estado psicológico conturbado. Os médicos logo perceberam que o sangue não era dele. Assman não falava finlandês, e eles não conseguiram se comunicar.

Hans Assman 
Palo e os outros médicos tentaram chamar a polícia ao hospital, mas não foram levados a sério, pois já haviam dado várias pistas parecidas. Pouco depois, Hans Assman saiu do hospital e a polícia nem ao menos quis interrogar Palo, que até hoje está convencido de que Assman era o assassino. Contudo, a polícia o interrogou em Março de 2003, chegando à conclusão de que Assman tinha um álibi muito bom.

Nils Wilhelm Gustafsson

No início de 2004, a polícia finlandesa surgiu com novas evidências e, surpreendentemente, prendeu Nils W. Gustafsson, o único sobrevivente do crime. Segundo a polícia, as evidências apontam Nils como o culpado pelos crimes. Agora, ele foi libertado e espera pelo julgamento em liberdade.

Mas será mesmo que Nils é realmente o culpado? Nils seria capaz de se golpear tantas vezes? Segundo vários relatos, após os crimes Nils teve sérios distúrbios mentais. Seria ele um psicopata? A polícia finlandesa acredita que sim, e vai tentar provar nos tribunais que tem razão.

As últimas informações que se têm, são de que Nils Gustafsson, trabalha como motorista de ônibus, em Espoo. Hoje ele tem mais de 60 anos e já deveria estar aposentado. 

O Mistério

Já se passaram mais de 40 anos, e o caso não foi resolvido. Há inúmeras teorias, 70 principais suspeitos, centenas de suspeitos menores, mais de 3700 pessoas interrogadas, e teorias sobre dois assassinos. Já se levou em consideração a possibilidade de um ritual, ou assassinatos seriais. Até hoje a polícia trabalha no caso, mas não há muita esperança de encontrarem uma solução, pois tanto o assassino, quanto possíveis testemunhas, provavelmente já faleceram.

 Os corpos

Os cadáveres dos garotos, hoje, descansam em túmulos localizados em Vantaa e servem como lembrança do crime brutal. Além disso, uma pequena cruz de madeira foi fincada na área de camping de Hästbergen, como uma homenagem às vítimas inocentes.